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Como Melhorar o Concreto Usando Aditivos?

  • Foto do escritor: Novakem
    Novakem
  • há 18 horas
  • 6 min de leitura
Engenheiros avaliando a qualidade do concreto na obra
Como melhorar a qualidade do concreto usando aditivos?

Guia completo (e prático) para elevar resistência, trabalhabilidade e durabilidade — com soluções da Novakem


Na construção civil, poucas coisas são tão “silenciosamente caras” quanto um concreto que não se comporta: perde abatimento no caminho, bombeia mal, segrega, exige água na obra, abre fissuras cedo demais e vira manutenção antes mesmo do cliente inaugurar a obra.


A boa notícia: na maioria dos casos, não é falta de cimento. É falta de engenharia de desempenho, isto é: traço bem definido + controle da relação a/c + aditivos químicos corretos + validação por ensaios.


Neste artigo, você vai ver como os aditivos para concreto de alta performance (com soluções da Novakem) atacam as dores mais comuns de obra com lógica técnica, dados de referência e um roteiro para aplicar tudo com consistência.



1) Por que “colocar mais cimento” não é estratégia. É custo.


A resistência e a durabilidade do concreto são muito mais sensíveis a:

  • Relação água/cimento (a/c)

  • Empacotamento granulométrico dos agregados

  • Teor de ar, adensamento e cura

  • Dispersão do cimento e trabalhabilidade ao longo do tempo (logística real)


Quando a obra “pede água” para melhorar a trabalhabilidade, você ganha fluidez momentânea… e paga com:

  • maior porosidade/permeabilidade

  • maior retração e risco de fissuração

  • queda de resistência e variabilidade no controle tecnológico

  • perda de durabilidade (a patologia agradece)


Aditivos entram exatamente aqui: melhoram a “reologia” e o desempenho sem sacrificar a/c, ajudando você a cumprir resistência, produtividade e vida útil.



2) O que são aditivos para concreto — e o que eles fazem de verdade


Aditivos químicos são tecnologias aplicadas em pequenas dosagens que alteram propriedades do concreto no estado fresco e endurecido. Bem especificados, eles entregam:

  • redução de água mantendo (ou elevando) trabalhabilidade

  • melhor bombeabilidade e acabamento

  • controle de pega (adiantar ou retardar)

  • redução de retração (menos fissuras)

  • maior durabilidade (menor permeabilidade e melhor proteção em ambientes agressivos)


A Novakem Indústria Química atua com soluções em aditivos para concreto voltadas justamente a esse pacote de desempenho: produtividade com controle, não com improviso.



3) Principais dores na obra — e como os aditivos para concreto Novakem resolvem (na prática)


A seguir, um “mapa de dores” típico de canteiro/usina e as soluções por função.


técnico realizando teste de slump no concreto
Concrete slump retention

O slump morre no caminhão

Sintomas comuns

  • abatimento cai rápido

  • dificuldade no lançamento e no acabamento

  • risco de junta fria e variabilidade entre cargas

  • Plastificantes e retentores de abatimento (slump retention): aumentam a estabilidade de trabalhabilidade ao longo do tempo, reduzindo a necessidade de correções em campo.

  • Benefício direto: previsibilidade de concretagem, especialmente em obras com logística complexa (distância, espera, calor).



Para bombear precisa forçar demais

Sintomas comuns

  • pressão de bombeamento alta

  • entupimentos, separação de fases, acabamento sofrível

  • retrabalho e atraso (o cronograma chora em silêncio)


  • Superplastificantes (redutores de água de alta performance) e, quando aplicável, modificadores de viscosidade (VMA) para aumentar coesão e estabilidade reológica.

  • Resultado: melhor fluidez com coesão, reduzindo segregação e melhorando bombeabilidade.


Segregação e exsudação: o concreto desmonta

Sintomas comuns

  • nata/água na superfície

  • agregados se separam

  • perda de homogeneidade, acabamento difícil e risco de patologias

  • Ajuste do sistema com aditivos que aumentam coesão e controle de água via redutores de água; quando necessário, VMA.

  • Ganho: concreto mais “amarrado”, com lançamento mais limpo e acabamento mais previsível.



Pega fora da janela: cedo demais ou tarde demais

Sintomas comuns

  • pega acelerada no calor (perda de trabalhabilidade, juntas frias)

  • pega lenta no frio (atraso de desforma e cronograma)

  • Retardadores de pega para concretagens extensas, clima quente e transporte mais longo.

  • Aceleradores para clima frio e quando o giro de fôrmas precisa ser otimizado.

  • Benefício: menos surpresas e mais repetitividade no processo.



Fissuras cedo demais (e manutenção chegando cedo também)

Sintomas comuns

  • Redutores de retração e estratégias combinadas: aditivo + traço + cura bem executada.

  • Referência técnica de mercado/literatura: redução de retração pode ocorrer em faixas típicas de ~20% a 50%, variando com traço, ambiente, cura e sistema utilizado.



Ambiente agressivo: cloretos, maresia, indústria

Sintomas comuns

  • exigência de vida útil elevada

  • preocupação com corrosão de armadura e permeabilidade

  • Soluções para durabilidade, como sistemas que ajudam a reduzir permeabilidade e/ou inibidores de corrosão quando tecnicamente indicados.

  • A lógica é simples (e poderosa): menos permeabilidade = menos entrada de agentes agressivos.



O “coração” do ganho de performance: reduzir água sem perder trabalhabilidade

Aqui entra o ponto que mais muda a curva de desempenho.

Hyperkem™ | Aditivo Superplastificante Redutor de Água SP II (redutores de água de alta performance)

Quando corretamente selecionados e dosados, superplastificantes podem permitir reduções típicas de água em torno de ~12% a 30%, dependendo do traço, materiais e produto (classificações técnicas amplamente usadas no mercado, como ASTM C494 Tipos F/G, variando conforme a tecnologia).

O que isso destrava

  • menor a/c sem perder slump

  • potencial de maior resistência à compressão

  • microestrutura mais densa, com menor permeabilidade

  • ganho de acabamento, bombeamento e produtividade

Tradução para obra: você “compra” desempenho com química e controle — não com gambiarra e água a mais.



Compatibilidade e dosagem: onde a engenharia ganha (ou perde) o jogo


Vamos voltar a dúvida inicial nesse post: como melhorar o concreto usando aditivos? Aditivo bom, aplicado sem critério, vira loteria. E concreto não deveria depender da sorte.


Boas práticas essenciais

  1. Defina metas de desempenho

    • abatimento alvo (slump) e tempo de manutenção

    • resistência (fck) e idades de controle (ex.: 7 e 28 dias)

    • requisitos de durabilidade (ambiente, cobrimento, permeabilidade etc.)

  2. Valide por ensaios (antes de ir para o “vale-tudo” do canteiro)

    • abatimento (slump) e estabilidade

    • teor de ar (quando aplicável)

    • tempo de pega

    • resistência à compressão

    • observações de bombeabilidade/acabamento (quando aplicável)

  3. Ajuste fino de dosagem e sequência de mistura

    • muitos sistemas respondem melhor com adição em etapas (dependendo do processo)

    • compatibilidade com cimento, finos, adições minerais e temperatura é decisiva

  4. Controle tecnológico e rastreabilidade

    • manter constância de materiais e registrar variações reduz “mistérios” no resultado

Referências normativas e de boas práticas variam por projeto, mas no Brasil é comum alinhar processos e responsabilidades com ABNT NBR 12655 (concreto — preparo, controle, recebimento e aceitação) e requisitos estruturais com ABNT NBR 6118, quando aplicável.



Combinações inteligentes (quando 1 aditivo é bom, 2 bem pensados são melhores)


Em obras reais, o melhor resultado costuma vir de sistemas:

  • Superplastificante + retentor de abatimento - Para manter fluidez por mais tempo sem água extra.

  • Superplastificante + VMA (modificador de viscosidade) - Para fluidez com coesão (especialmente em concretos mais “sensíveis” a segregação).

  • Retardador + controle de slump - Para concretagens longas em clima quente, reduzindo risco de junta fria.

  • Redutor de retração + cura bem executada - Aditivo ajuda muito, mas cura mal feita “sobra” fissura para todo mundo.

Entender como melhorar o concreto usando aditivos e fazer a seleção certa dos tipos de aditivos faz toda a diferença.

Cada aditivo tem um papel específico e ter uma empresa que alinha engenharia de ponta com alta performance e inovação muda o jogo: redução de água, controle de slump, pega, fissuras e durabilidade. E é aqui que a Novakem entra como parceira técnica justamente nessa montagem: selecionar o conjunto correto de aditivos de qualidade para o desempenho pedido, com foco em produtividade e qualidade.



Checklist rápido: como especificar aditivos sem dor de cabeça

Use este roteiro antes de fechar a solução:

A) Dados do projeto

  • classe de agressividade/ambiente

  • vida útil desejada

  • requisito de resistência e idades críticas

  • tipo de elemento (laje, pilar, bloco, fundação, piso industrial etc.)

B) Dados de produção e logística

  • tempo entre usina e descarga

  • necessidade de bombeamento e distância/altura

  • faixa de temperatura (dia/noite; verão/inverno)

C) Metas do concreto fresco

  • slump inicial e retenção

  • coesão/segregação

  • acabamento e adensamento

D) Metas do concreto endurecido

  • resistência

  • permeabilidade/durabilidade

  • controle de fissuração (quando crítico)

Com isso em mãos, fica muito mais fácil escolher a família de aditivos Novakem adequada e validar em ensaio.


Teste de qualidade do concreto
Teste de qualidade do concreto

Exemplo didático (hipotético) de ganhos “onde a obra sente”

Cenário: concreto bombeado em clima quente, com espera e perda de slump frequente. Problema: equipe adiciona água para “salvar” o lançamento → resistência varia e fissuras aparecem mais cedo.

Estratégia técnica (conceitual)

  • adotar aditivo superplastificante para reduzir água mantendo slump

  • incluir retentor de abatimento para preservar trabalhabilidade na logística

  • validar dosagem por ensaios, e reforçar cura para reduzir risco de fissuração

Resultado esperado (qualitativo)

  • menos correção em campo

  • bombeamento mais estável

  • padronização de qualidade entre cargas

  • redução de retrabalho e risco de não conformidade

(Os números finais dependem do traço, materiais e condições de obra — por isso a validação é parte do pacote, não “acessório”.)

Conclusão: concreto de alta performance é processo, não “produto milagroso”

Aditivos são ferramentas poderosas, mas o verdadeiro salto vem quando a obra trata concreto como o que ele é: um material de engenharia, sensível a controle.

Se você quer reduzir dor de cabeça e aumentar previsibilidade, o caminho é: meta clara → aditivo certo → dosagem correta → ensaio → controle tecnológico → execução bem feita.


A Novakem Indústria Química se posiciona exatamente nessa lógica: soluções em aditivos para elevar desempenho, produtividade e durabilidade, com abordagem técnica e foco em resultado repetível.

 
 
 

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